Carlos Pires
Politica mente incorreto - porque a vida é bela.
 | Carlos Pires  | Fernando Vieira Pires |  | Raquel Pinhão Fidalgo |  Renato Pinhão |

A minha mãe tinha 14 anos quando acabou a Segunda Guerra Mundial.

Hitler suicidou-se com um tiro na boca a 30 de Abril de 1945. As tropas soviéticas tinham entrado em Berlim e estavam a um quarteirão do bunker sob a chancelaria onde o ditador alemão tinha passado os últimos dias.

No dia 2 de maio de 1945, o Diário de Lisboa noticiava a morte de Hitler, "vítima de ferimentos em combate" e Salazar declarava luto nacional de três dias com "a colocação das bandeiras a meia haste".

A 7 de maio, o Diário de Lisboa anunciava a rendição incondicional da Alemanha às Nações Unidas. A 8 de maio uma multidão concentrou-se na Baixa de Lisboa, empunhando bandeiras dos países aliados e gritando "Vitória" e "Democracia". A polícia carregou sobre os manifestantes.

No dia 9 de maio, a minha Mãe, com 14 anos, costurou fitas tricolores e juntou-se à multidão. Só 29 anos depois, tinha eu 16, a Liberdade chegou a Portugal.








Em baixo, foto publicada na Voz de Alpiarça em 2022. Cortesia de Ricardo Hipólito.



Alpiagra - Setembro de 1992 - Pavilhão da ANAA - Associação de Naturais e Amigos de Aliraça. Da esquerda para a direita: Artur Carvalho, Fernando Vieira Pires (de costas), Carlos Pinhão Correia, Maria Luísa Feliciano Correia, Maria Alice Favas e Raquel Pinhão Fidalgo. Alpiagra 1992.



Homenagem de Ricardo Hipólito, publicada na Voz de Alpiarça a 2023-03-15


Actualizado no dia 18 de abril de 2024.