|
O edifício centenário da Estação do Cabo Submarino, recuperado em 2001, é conhecido
pela casa dos americanos. E quase ninguém fala do Cabo Submarino ou da Escola Alemã, Deutschen Schule
Benguela, nem de Herr Von Marschall, nem das brincadeiras em alemão a caminho da Praia Morena, da Barbara e do Ening, da Roica e da Anne Christine, da Muki, da Filomena, das gémeas Susanne e Brigitte, da Mépi e da Luisa...
Foi no tempo do Camacovo, o comboio malandro, que nas férias grandes se enchia de estudantes de regresso às fazendas do interior.
Mas o Cabo Submarino é bem mais antigo. Foi em 1889 que a CS Scotia lançou os cabos telegráficos pela costa ocidental africana. A West African Telegraph Company, na cidade do Cabo, ficou ligada a Moçâmedes, em Angola. No mesmo ano, a IRGP estendeu o cabo de Moçâmedes a Benguela e a Luanda. Quatro anos depois o cabo dava literalmente a volta ao mundo, revolucionando as comunicações. Hoje, Benguela tem a funcionar um centro universitário com 21 salas de aula, tem 304 escolas do ensino básico e 8 do ensino médio. Possui ainda onze centros de formação profissional nas áreas da agricultura, construção civil, comércio, electricidade, serviços ferroviários e portuários, mecânica, e uma escola de vocação agrária. |