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CFB: 1.301 Km de linha com mais de 100 anos de história O Caminho de Ferro de Benguela, é a única ligação ferroviária da África Central ao Atlântico. A sua construção, com origem numa Lei de Agosto de 1899, foi iniciada a 1 de Março de 1903, tendo ficado concluída a 2 de Fevereiro de 1929. A 10 de Junho de 1931 chegou ao porto do Lobito o primeiro carregamento de cobre do Katanga. |
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CFB:
Variante do Cubal
Mais tarde, nos anos 70, foi construída a variante do Cubal. Considerando todas as variantes e desvios, a linha totaliza 1679km, subindo 1.854m nos primeiros 350km. |
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CFB: A maior plantação privada de eucaliptos do mundo
Propietária de 37.000 ha, utilizou 570.000 toneladas de madeira por ano, para gerar vapor, do Lobito à República Democrática do Congo. |
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CFB: Reabilitação até 2012 Em Novembro de 2005 Daniel Quipache, director do Caminho de Ferro de Benguela, anunciou o arranque, para Janeiro de 2006, da reabilitação efectiva do corredor ferroviário do Lobito ao Luau. Daniel Quipache disse ser intenção do governo fazer chegar o comboio ao município do Luau, a 1.301 km da cidade do Lobito, no prazo de três anos, com recurso a uma linha de crédito da República da China. Esse crédito veio acelerar a reabilitação total, dos 1.301 quilómetros de linha até à província do Moxico, inserida no plano nacional ferroviário, inicialmente avaliado em 200 milhões de dólares e com conclusão prevista para 2012. O Plano, que contempla a reparação de locomotivas e pontes, substituição de travessas, requalificação de estações e desminagem, manteve, nos últimos anos, a empresa envolvida na conclusão de quatro importantes projectos:
Há 5 anos atrás, em 2001, a Companhia do Caminho de Ferro de Benguela estava reduzida aos 34 Kms entre o Lobito e Benguela (Ramal de Benguela) e algumas linhas de acesso a armazéns e industrias do Lobito (Complexo do Lobito e cintura do Lobito - com aproximadamente 18 Kms). Foi então anunciada a ligação do Lobito ao Cubal pela variante, 153 quilómetros sem passar por Benguela, para o primeiro trimestre de 2002 ... mas a ponte da variante do Cubal estava pior do que o previsto, e havia três pontes metálicas que não tinham sido consideradas... Falou-se depois em Agosto mas, em Novembro de 2002, a chegada ao Cubal foi adiada para Dezembro. Em Dezembro de 2002, o director geral do CFB, Daniel Quipaxe, declarou à Angop, que estava prevista a ligação entre as províncias de Benguela e do Huambo, para o primeiro semestre de 2003. Em Março foi anunciado novo adiamento, com as obras limitadas à colocação de brita e pedra, por falta de travessas. Só em Maio de 2003, engenheiros portugueses e técnicos angolanos começaram as obras de recuperação da ponte sobre o Rio Cubal, que ficaram concluídas sete meses depois, no dia 6 de Fevereiro de 2004. O tabuleiro, em betão pré-esforçado, possui seis tramos de 25 m. Um deles foi totalmente demolido e reconstruído, assim como um dos pilares de apoio. Finalmente, no dia 18 de Dezembro de 2004, foi reinaugurada a variante Lobito-Cubal que só arrancou definitivamente em Julho de 2005 devido a obras na ponte sobre o rio Halu, a 79 quilómetros da cidade do Lobito. Quanto à circulação entre as cidades do Huambo e da Caála, que chegou a depender da aquisição de três mil travessas para a reparação de três quilómetros de linha, foi reestabelecida no dia 6 de Dezembro de 2002, com muita festa e muita chuva. O transporte de passageiros e mercadorias da cidade do Huambo para a localidade de Dango (periferia da cidade) também já está a funcionar há alguns anos. |
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A título de curiosidade: O contrato de concessão de exploração, de 99 anos, atribuído à Companhia do Caminho de Ferro de Benguela SARL, terminou no dia 28 de Novembro de 2001, revertendo a favor do Estado angolano todos os meios fixos e circulantes da Companhia. |
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Também a título de curiosidade: Acima, selos comemorativos do centenário do selo, "vivem" a Independência de Angola. Em baixo, à esquerda, o primeiro postal a cores da África Portuguesa: Ponte sobre o rio Catumbela ao km 272 - Alto Catumbela. A linha chegou aqui no ano de 1909 Em baixo, à direita: Estação do Alto Catumbela, para tantos moradores do Alto a primeira imagem que tiveram da "cidade". |
| A CFB possuiu as duas únicas máquinas Garratt a vapor a funcionar, em todo mundo ( Locomotivas 215 e 216 ), que se destinam a um futuro museu. |